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A baixa atmosfera
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Baixa Atmosfera

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Técnicas de medição - espectroscopia

A maior parte dos gases vestigiais na atmosfera existem em concentrações de menos de uma parte num milhão. Como podemos saber exactamente a sua concentração? Que técnicas de medição são normalmente utilizadas?

 

 

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Para a análise do ar, tanto no laboratório ou directamente no exterior, duas técnicas são usadas muito frequentemente:

a) espectroscopia - baseada em diferentes interacções das moléculas com a luz
b) cromatografia - baseada em diferentes interacções das moléculas com outras moléculas

1. O espectro electromagnético consiste de diferentes tipos de ondas electromagnéticas com diferentes energias. A maior parte delas são muito úteis para investigar a atmosfera, o carácter e a concentração de moléculas de ar.
fonte e mais informação acerca do espectro electromagnético:  NASA

 

O carácter da radiação

Da experiência da nossa vida com rádios, microondas, salões de bronzeamento e exames de raio-X nós sabemos, que existem muitas ondas electromagnéticas no ar, todas com diferentes energias e apenas algumas são visíveis como a luz. Todas as juntas formam o espectro electromagnético. A energia de tais ondas aumentam na seguinte ordem ondas rádio, microondas, radiação infravermelha, radiação visível, radiação ultravioleta, raios-X. Quanto menor é o comprimento de onda, maior é a frequência, maior e a energia. Praticamente todas estas ondas interagem com moléculas dear e pela maneira como o fazem, nós podemos ver o que molécula causou esta interacção.

 

Comprimento de onda, frequência e energia de diferentes regiões do espectro electromagnético:

 

Compri. de onda (m)

Frequência (Hz = s-1)

Energia (J)

Rádio

> 1 x 10-1

< 3 x 109

< 2 x 10-24

Microondas

1 x 10-3 - 1 x 10-1

3 x 109 - 3 x 1011

2 x 10-24- 2 x 10-22

Infravermelho

7 x 10-7 - 1 x 10-3

3 x 1011 - 4 x 1014

2 x 10-22 - 3 x 10-19

Visível

4 x 10-7 - 7 x 10-7

4 x 1014 - 7.5 x 1014

3 x 10-19 - 5 x 10-19

UV

1 x 10-8 - 4 x 10-7

7.5 x 1014 - 3 x 1016

5 x 10-19 - 2 x 10-17

Raios-X

1 x 10-11 - 1 x 10-8

3 x 1016 - 3 x 1019

2 x 10-17 - 2 x 10-14

Raios-Gamma

< 1 x 10-11

> 3 x 1019

> 2 x 10-14

 

Interacção da luz e as moléculas

Se uma onda encontra uma molécula de ar, poderá transferir a sua energia para a molécula e alterar o estado da molécula. Para fazer uma molécula rodar necessita menos energia que fazer as ligações oscilarem e ainda mais energia é necessária para transferir electrões para outra órbita do núcleo atómico. Tudo isto depende dos átomos da molécula, o seu tamanho e força das suas ligações. Certas moléculas consomem fracções do espectro electromagnético, para determinadas alterações do seu estado. Consequentemente, se nós emitirmos a radiação através do ar e compararmos a radiação antes e atrás da parcela de ar, nós vemos que determinadas fracções da radiação foram absorvidas (consumida) pelas moléculas, e do carácter da absorção podemos concluir no carácter e da concentração das moléculas.

Vamos assumir que emitimos de uma fonte de luz infravermelha (S) de energia diferente (E) o feixe de luz passa através da parcela de ar e medimos a fracção da luz que chega ao detector (D). As energias diferentes (= diferentes comprimentos de onda) são mostradas em diferentes cores avermelhadas.

 

Uma certa molécula absorve luz de determinada energia (duas de seis energias diferentes são bloqueadas) e esta luz não chega ao detector. Se subtraírmos o espectro original sem a molécula daquele com a molécula, um pico de absorção aparece, que é mostrado à direita. Este pico representa a perda de luz e portanto quanto mais luz é absorvida, maior se torna o pico (ver a figura 2d).

 

2. a-c) Animações por Elmar Uherek
Prima para aumentar! (30 Kb)

 

Outra molécula absorve luz, também. Mas mais energia é necessária para fazer as ligações oscilarem. O pico de absorção aparece noutra energia (comprimento de onda) do espectro.

 

absorption

2. d)  Em contraste com as três imagens anteriores, aumentamos agora numa gama de energias mais pequena (todas as setas possuem a mesma cor = aproximadamente a mesma energia), exemplo a energia de absorção da primeira molécula. As cores ficam mais fracas no detector dizem-nos, que a luz que chega é menor, assim que temos mais moléculas. A altura da banda de absorção (é uma banda negativa, diz-nos, que MENOS luz chega ao detector) cresce.

 

A partir do espectro podemos não só obter a informação de quais moléculas estão no ar (posição da banda de absorção). A partir da intensidade da banda de absorção, podemos também obter informação da quantidade de moléculas existentes no ar, porque a retenção da luz é proporcional ao número de moléculas.

 

Na atmosfera existem diversas possibilidades para medir a absorção da luz. Na Terra a absorção da luz a partir do Sol ou da Lua pode ser medida (gama UV-VIS). Os satélites medem a luz infravermelha emitida a partir da Terra. Podem também medir a radiação solart, que é reflectida pela Terra ou nas nuvens ou o que passa na tangente à superfície da Terra.

 

satellite based absorption

3. Medições da absorção da atmosfera através de satélites
imagem por Elmar Uherek

 

Hoje em dia a radiação infravermelha da Terra (temperatura da superfície) é medida por satélites. Mas também muitos compostos inorgânicos importantes como o ozono, óxidos de azoto óxidos de hidrogénio podem ser observados a partir do espaço. Um exemplo para tais medições é o Experiência Global de Monitorização do Ozono (Global Ozone Monotoring Experiment - GOME). Não é só o ozono que é medido mas também o NO2, água, SO2 e formaldaído (HCHO). O instrumento GOME está a bordo do satélite ERS-2 e obtem o espectro na gama de UV-VIS e infravermelho próximo (240-790 nm).

 

satellite based UV-VIS spectroscopy

4. Espectros obtidos por satélite de vários compostos inorgânicos na atmosfera, a partir do instrumento GOME.
Fonte: Satellite group IUP Heidelberg
Prima para aumentar! (150 KB)

5. a+b) Por favor note: A luz infravermelha não é visível. Aqui os feixes de luz apenas podem ser vistos, porque a fonte de luz emite também uma parte da parte vermelha do espectro visível.

 

Certamente a fonte clara e o detector podem também ser instalados ambos sobre a superfície da terra.  Uma vez que não podem estar demasiado distantes um do outro e como as concentrações são muito pequenas, um sistema óptico complicado de espelhos é usado (exemplo a também chamada célula branca) de forma a reflectir o feixe várias vezes e para alongar o comprimento do caminho percorrido pela luz através da atmosfera. Na parte esquerda da imagem mostra a instalação em teoria (imagem do EPA Field Analytik Technology Enyclopaedia) e na prática (fotografia de FZ Jülich). Aqui a espectroscopia de infravermelho é usada e um exemplo simples do espectro é dado abaixo.

 

 

CO2 infrared spectrum

6. Como um simples exemplo do espectro infravermelho do CO2 é dado conjuntamente com as vibrações activadas. O espectro IR  pode ser bastante complicado se existe a sobreposição das absorções de diferentes moléculas ou as moléculas são elas mesmo complicadas e muitas vibrações são possíveis (ver o exemplo das vibrações do CO2 na direita).
Espectros e animações a partir de: Scott Van Bramer, Widener University

 

Vibrações:

A Estiramento assimétrico

B Estiramento simétrico
[IR não activo]

C Curvatura vertical

D Curvatura horizontal

 

Páginas relacionadas:

Se está interessado nas propriedades da luz, veja também:
Nuvens e partículas - Básico - Unidade 3 - Arco-íris
Mais acerca de técnicas de como observar a atmosfera:
Alta atmosfera - Básico - Unidade 1 - observação

 

About this page:
author: Dr. Elmar Uherek - MPI for Chemistry, Mainz
scientific reviewer: Dr. Mark Lawrence - MPI for Chemistry, Mainz - 2004-05-05
educational proofreading: Michael Seesing - Univ. of Duisburg - 2003-07-02
revised and last published: 2004-05-10

 

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